Feeds:
Posts
Comentários

I wanna go after out in let it be myself yourself noself.

Eu e você, baby

Hoje eu tive um sonho

Eu, você e Paris, baby

Eu tive um puta sonho

Nós estávamos na Abbey Road, baby

Nós andavámos pelo mundo inteiro

E todas as ruas nos pertenciam

Nós éramos invencíveis

Livres para ir e vir

Hoje eu tive um sonho

Eu e você e Berlim, baby

Hoje eu tive um sonho

Nós dois na Times Square, baby

Sem preocupações

Tudo o que víamos

Era o que estava na nossa frente

E era nós dois voando como falcões cintilantes

Num céu enegrecido

E nós andamos tanto

Que a Terra se tornou uma estrela

Irradiando a luz de nossos eus

Por todo o universo

Uma poe sia

Antes que a vida me engula

E eu morra de decepção e apreço

Que eu transforme água em vinho

Como me disse o guri do estaleiro

Para que o ébrio domine a consciência

E livrai-nos do fardo lancinante

Que certo idiota

Certo invejoso ambulante

Que a terra demarcou e dividiu

Continuar Lendo »

Des abafo

Me diga, existe sentido na vida? Existe sentido em algo?

Se houver, é algo mais do que isso. É algo mais do que servir. Fomos criados, durante milênios, para obedecermos e acatarmos ordens sem questionar, e assim nasceram as grandes tragédias da humanidade, só por que servimos. E hoje servimos ao mundo. Fomos educados para sermos máquinas, para trabalharmos o máximo, rejeitar toda forma de prazer que não seja mera catarse.

Uma existência insignificante é tudo o que se consegue assim. Mas vida? Hahaha, faça-me rir! Poucos são os que vivem, a maioria está se enganado vivendo em ilusões superficiais que negam a humanidade, o prazer e a individualidade. Nós somos doentes, nós sabemos disso, mas quem consegue se livrar? Mestres e budas e gurus e messias não são os salvadores de nossas existências.

E nós só tendemos a piorar e cair num círculo vicioso e morrer de decepção. Se essa tal “felicidade” existe no fim, ela deve ser tão forçada pra valer esses esforços sobrehumanos.

Quando eu morrer…

Quando morrer, não joguem pombas nem branco para mim

Não precisarei disso

Não me prometam amor nem juras

Não precisarei disso

Não joguem flores

Pois quem as quer quando se está morto?

Ninguém.

Não chorem por mim

Não precisarei disso

Não preservem o meu corpo a todo custo

Não precisarei disso

Reservem isso para os vivos.

Diálogo.

10/11/09 – Sociedade dos Cadáveres Mortos
Pango:
Enfim. Você acertou.
 
Você ainda precisa organizar seus pensamentos, me parece.

 E você só arranhou o grande problema.


Mas, basicamente, você acertou.

Quem sou eu?

Pois é, estou cada vez mais perto de responder a esta pergunta… 

Porém, outras perguntas surgiram… 

Eu sempre fui eu? Quando vou poder parar de agir por conveniência?

Não importa… O que importa é que estou perto.

Como o sonho que sempre vivo.

O sonho que sempre vivo
A dream that I always live
Der Traum, dass ich immer lebe

 

 


Today

“it would be a great day to die…
or to finally watch the sky
getting darker and darker
as life become (by their words) a lie
and everything will become worse
before it really dies…”

Ébrio

“É preciso estar sempre embriagado. Aí está: eis a única questão. Para não sentirem o fardo horrível do Tempo que verga e inclina para a terra, é preciso que se embriaguem sem descanso.

Com quê? Com vinho, poesia ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se.

E se, porventura, nos degraus de um palácio, sobre a relva verde de um fosso, na solidão morna do quarto, a embriaguez diminuir ou desaparecer quando você acordar, pergunte ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que flui, a tudo que geme, a tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala, pergunte que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio responderão: “É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso”. Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.” (Baudelaire)


Postagens Antigas »