Me diga, existe sentido na vida? Existe sentido em algo?
Se houver, é algo mais do que isso. É algo mais do que servir. Fomos criados, durante milênios, para obedecermos e acatarmos ordens sem questionar, e assim nasceram as grandes tragédias da humanidade, só por que servimos. E hoje servimos ao mundo. Fomos educados para sermos máquinas, para trabalharmos o máximo, rejeitar toda forma de prazer que não seja mera catarse.
Uma existência insignificante é tudo o que se consegue assim. Mas vida? Hahaha, faça-me rir! Poucos são os que vivem, a maioria está se enganado vivendo em ilusões superficiais que negam a humanidade, o prazer e a individualidade. Nós somos doentes, nós sabemos disso, mas quem consegue se livrar? Mestres e budas e gurus e messias não são os salvadores de nossas existências.
E nós só tendemos a piorar e cair num círculo vicioso e morrer de decepção. Se essa tal “felicidade” existe no fim, ela deve ser tão forçada pra valer esses esforços sobrehumanos.
“it would be a great day to die…
or to finally watch the sky
getting darker and darker
as life become (by their words) a lie
and everything will become worse
before it really dies…”
“É preciso estar sempre embriagado. Aí está: eis a única questão. Para não sentirem o fardo horrível do Tempo que verga e inclina para a terra, é preciso que se embriaguem sem descanso. Com quê? Com vinho, poesia ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se.
E se, porventura, nos degraus de um palácio, sobre a relva verde de um fosso, na solidão morna do quarto, a embriaguez diminuir ou desaparecer quando você acordar, pergunte ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que flui, a tudo que geme, a tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala, pergunte que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio responderão: “É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso”. Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.” (Baudelaire)
D’où je viens le temps n’existe pas,
Les secondes deviennent des heures,
Les années de courts instant sitôt envolés
Et nos mots trompeurs sont remplacés
Par la musique et les couleurs
Qui flottent commes des parfums dans l’air ambré
N’aie crainte, à présent tout est fini
Brise les chaînes de tes peurs mortelles
Pour à jamais en être libéré
Et retrouver la quiétude passée.
N’aie crainte, à présent tout est fini
Laisse couler tes larmes une dernière fois
Pour à jamais en être libéré
Et rejoins le monde d’où tu viens.
Este duomilésimo nono ciclo de 365 dias e 6 horas criado por nós humanos está acabando…